A empresa de negociação e empréstimo de criptomoedas institucional BlockFills entrou com pedido de proteção por falência sob o Capítulo 11 nos Estados Unidos, marcando o mais recente revés para o setor de empréstimo de ativos digitais após semanas de turbulência operacional.
Em uma declaração compartilhada na X em 16 de março, a empresa afirmou que, após extensas discussões com investidores, clientes, credores e outras partes interessadas, decidiu que uma apresentação voluntária sob o Capítulo 11 era a “opção mais responsável” para preservar o valor do negócio e maximizar as recuperações para os stakeholders.
Após nossa comunicação anterior sobre a suspensão temporária de depósitos e retiradas de clientes, a BlockFills deseja fornecer uma atualização importante. Após discussões aprofundadas com investidores, clientes, credores e outras partes interessadas, a BlockFills determinou que uma…
— BlockFills (@blockfills) 15 de março de 2026
A solicitação foi feita em 15 de março no Tribunal de Falências dos EUA para o Distrito de Delaware, como parte de um processo de reestruturação.
A empresa afirmou que o processo supervisionado pelo tribunal permitirá estabilizar as operações, buscar fontes adicionais de liquidez e explorar possíveis transações estratégicas, enquanto mantém o engajamento com clientes e credores.
A declaração de falência segue uma série de desafios que começaram no início deste ano. Vale destacar que a empresa suspendeu depósitos e retiradas de clientes em fevereiro, devido à crescente pressão de liquidez e à volatilidade do mercado.
Dados disponíveis indicam que a BlockFills sofreu perdas de cerca de US$ 75 milhões, principalmente relacionadas às suas operações de empréstimo de criptomoedas, onde a queda nos valores de garantia durante a recente crise de mercado provocou uma crise de liquidez.
A crise se agravou ainda mais após um juiz dos EUA emitir uma ordem de restrição temporária relacionada a um processo que alega uso indevido de fundos de clientes, adicionando complicações legais à já frágil situação financeira da empresa.
A BlockFills havia se posicionado anteriormente como um importante provedor de infraestrutura para negociações institucionais de criptomoedas.
A empresa, sediada em Chicago, supostamente processou mais de US$ 60 bilhões em volume de negociações em 2025 e atendeu mais de 2.000 clientes institucionais, incluindo fundos de hedge e gestores de ativos.
Mudanças na liderança também acompanharam a crise financeira da empresa. O cofundador e CEO Nicholas Hammer deixou o cargo no início deste ano, sendo substituído por Joseph Perry como CEO interino, enquanto a empresa explorava opções de reestruturação e possíveis compradores.
Em sua última atualização, a BlockFills afirmou que proteger os interesses dos clientes continua sendo uma prioridade e que continuará a comunicar-se com investidores, credores e clientes durante todo o processo de reestruturação.
A situação evidencia as vulnerabilidades contínuas nos mercados de empréstimo de criptomoedas, onde quedas súbitas nos preços dos ativos digitais podem rapidamente erodir as garantias que respaldam os empréstimos, um fenômeno que já contribuiu para colapsos de destaque na indústria durante crises de mercado anteriores.
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